sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

DICA N° 12

Desassossego na faxina

Tem coisa mais irritante que pano-de-chão rebelde?
Em tempos de rodo leve, todo metido a modernoso, com acabamento em alumínio, acabou aquela história de jogar o pano sobre o rodo e deslizar com ele pelo chão, sem sobressaltos!
Qual!
Uma esfregada pra lá e, na vinda, o pano já se solta de um lado e toma abaixar para, novamente, dispor o pano sobre o rodo e o pano teimar em sair da maldita posição onde deveria se manter até que você resolvesse tirar... e não adianta xingar, nem pedir ajuda pros santos...
Pois não é que a minha raiva fez minha sabedoria aflorar?
Comprei dois triquetriques daqueles que prendem papéis (tá na foto), colei-os (com Bic bond) naquela parte do rodo que deveria segurar – mas não segura – o pano e... tchan! deu certo!
É importante colar, também, na sequência, as abinhas que serviam para abrir e fechar o dispositivo segurador de papel, pois elas insistem em cair e, cá pra nós, elas armadinhas pra cima ajudam um bocado a aumentar a eficiência dos triquetriques na hora do vamos ver contra a sujeira do chão.

Que aí ficou animad@ a limpar a casa?


DICA N° 11

Adeus futum!

Sabe aquele desastre que você não consegue esquecer, por causa do futum, depois que você bobeou e o bichinho fez xixi no sofá, ou num colchão, ou até mesmo numa almofada, ou tapete que você tinha acabado de retirar do varal e colocado pra servir de tapete no chão, mas o animal entendeu que era o “aqui pipi” da casa?
Tem jeito de esquecer!
Simples assim, no ar...
Quem ensinou – já fiz e deu muito certo! – foi minha amiga Vera Suguri. Quando me ensinou, o problema era netinho em idade de aprender a ficar sem fraldas e a usar o troninho...
É só jogar álcool, sem dó, em cima do estrago.
E deixar secar, naturalmente!



quinta-feira, 19 de maio de 2016

BATATA-DOCE FRITA/COZIDA


Tem vezes que mais que uma boa conversa ao pé do ouvido, uma mordida numa rodela de batata-doce tenra e docinha é tão revigorante que dispensa companhia...
Ainda mais se for companhia do tipo que se declara amante do prato simples e tão saboroso! A concorrência pode vir a ser desleal.
Também porque sobrar para depois, pra hora do cafezinho, é grande pedida.
E também porque tem dias que o lado egoísta aflora e dividir chega a ser doído, né?
Pois este é assim, definitivamente, um prato que induz a pecar!
Por egoísmo e gula!
Comprei duas batatas de formato parecido e, enquanto minha panela wok esquentava o conteúdo de meia lata de óleo de soja e, bem do lado, em outra chama, a canequinha esquentava duas xícaras (café) de água, descasquei as batatas e cortei rodelas que se equivalem em tamanho para o cozimento ficar bem uniforme.
Antes que o óleo ficasse quente, quente assim de estar no ponto de espirrar líquido e esfumaçar o ambiente quando em contato com a batata, dispus as rodelas lá nele, arrumadinhas na frigideira invocada... Em seguida, despejei, cuidadosamente, a água bem quente.



É preciso cuidar para que as batatas-doces (o plural também pode ser batatas-doce) fiquem mergulhadas no óleo com água. Se precisar, é só adicionar mais água.
Pus a tampa e fui cuidar de outros pratos. De vez em quando, dava uma olhadinha, pois, conforme a água vai cozendo a batata, também vai secando, dando lugar ao óleo que começa, então, a fazer o papel principal no processo.
Quando percebi que o óleo se sobrepunha à água ainda aparente dentro da minha wok, retirei a tampa e deixei fritar. 


Que experiência agradável essa de ver as rodelas tomando a cor dourada do ponto de retirá-las, dispondo-as sobre guardanapos de papel que vão absorver o óleo excedente. Procedimento perfeito para deixá-las sequinhas e irresistíveis...















Prato ideal para fazer naqueles dias que se tem certeza que não vão aparecer visitas... rsrsr
Mas, se aparecerem, os elogios e os sorrisos vão dar alento e energia pra não ter preguiça de repetir todo o procedimento e voltar a oferecer o prato delicioso, na próxima refeição...      



quarta-feira, 6 de abril de 2016

SOPA COM SABOR DE SAUDADE


Pelo celular, minha irmã ditou, lá do hospital, a última receita.
Minha mãe tinha pedido uma sopa.
Era pouco mais de meio-dia; 17 de abril de 2016.
Naquele dia, minha mãe completava 76 dias de sofrimento, proveniente de uma queda. 
Já se alimentava mal havia bastante tempo. O que ela pedia, eu fazia e levava para o hospital. 
O pedido do dia: uma sopa de tomate. 
Duas xícaras (chá) de feijão recém-cozido, temperado, e em fogo baixo. A esse feijão acrescentei um tomate madurinho partido em cruz e deixei cozinhar.
O tomate amoleceu, desliguei o fogo e levei o conteúdo para o liquidificador. Depois de bater por um minutinho, coei e despejei, na mesma panela, e levei, novamente, ao fogo. 
Acrescentei três punhadinhos de macarrão de sopa, aquele de argolinhas. Mexi, enquanto observava se a água seria suficiente para resultar numa sopa nem rala, nem espessa demais... Pus mais água. Pus mais sal. Pouco antes de desligar, cortei  o equivalente a duas colheres (sopa, rasa) de cebola batidinha (não muito fina), e juntei à sopa. Não deixei cozinhar muito e desliguei. 
Não era pra acrescentar carne.
Experimentei o sal e pus mais uma pitadinha. Minha irmã tinha ditado a receita e desligado. Em seguida, passou mensagem. E escreveu, em caixa-alta: PÕE SAL!
Era minha mãe reforçando que queria sentir o gosto do sal...
Às 15 horas, meu pai e eu chegaríamos ao hospital e ela comeria duas colheradas, na marra, e viraria o rosto pro lado, como a dizer: "Você não fez do jeito que pedi!"
Tadinha! Estava sem paladar...
Só que não fomos! Um acontecimento inesperado nos tirou do rumo...
Por volta de meio-dia e meia, chegaram quatro homens, quatro assaltantes, e levaram, da minha casa, objetos do nosso conforto e lazer; o nosso sossego; e a oportunidade de passar a última tarde da vida da minha mãe ao lado dela.
Porque ela faleceu nesse mesmo dia, faltando dois minutos pra meia-noite...
Meu pai e eu não fomos, portanto, passar a tarde ao lado da minha mãe.
Minha filha levou a sopa, mas minha mãe nem a experimentou, porque demorou pra chegar. E ela havia piorado muito!
Tive o privilégio de contar com a minha mãe por 65 anos, 3 meses e 24 dias da minha vida. Com ela, aprendi a ser quem sou. Tinha que ser de ensinamento a sua última comunicação (indireta) comigo. Sem fôlego, deve ter demorado uns dez minutos pra ditar a receita que minha irmã me passou.
Ela adorava cozinhar!
Tinha um cheiro convidativo e um sabor especial a comida que minha mãe fazia!
Quando eu estiver triste de não ter jeito, vou pra cozinha fazer algum prato que aprendi com ela, e vou sentir o alento da presença marcante dela na minha vida.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

DINDINS DE AMENDOIM


Torrei meio quilo de amendoim, no forno, a 180 graus, por oito minutos. Esperei esfriar, esfreguei para soltar as casquinhas e fui para a área externa para ficar mais fácil me livrar delas. Coloquei os amendoins numa peneira e, enquanto os jogava levemente para cima, o vento se encarregava de levar as indesejadas casquinhas.... Os amendoins ficaram limpinhos. Coloquei-os no copo do liquidificador e reservei...
Numa panelinha, coloquei dois copos de leite e três colheres (sopa) de maisena, bem dissolvida nesse leite. Liguei o fogo e mexi o tempo todo para não empelotar. Assim que endureceu, mexi mais um pouquinho e acrescentei mais um copo de leite antes de desligar o fogo. Despejei o conteúdo no liquidificador. E deixei bater por três minutos.
Com a ajuda de uma jarra, acrescentei, aos poucos, mais um litro de leite (fui misturando e dividindo o líquido entre o copo do liquidificador e a jarra); o conteúdo de uma lata de leite condensado e três xícaras (chá) de açúcar. E deixei bater mais para dissolver o açúcar. Ficou pronto o conteúdo delicioso dos saquinhos que abri, enchi (com a ajuda de um funil) e amarrei, antes de pôr no freezer. Deu 33 dindins.

O bom é que nem todos gostam de amendoins... Só uma norinha que é fã...
Em 84, já no início do mês de dezembro, nas minhas atribulações entre trabalho e casa, já morando na chácara, subia pela estrada e via, a minha direita, uma plantação com folhas de um verde-claro diferente dos cultivares que conhecia; mais intenso e bem brilhante... Quando voltava, observava aquele tapete maravilhoso, à esquerda, e ficava encucada, tentando adivinhar o que estava crescendo ali...
No dia que me lembrei de perguntar, ouvi que era surpresa.
Já de férias, teve um dia que meu pai me pediu para levá-lo de carro até a porteira (naquele tempo, tinha uma porteira na entrada da chácara) e eu fui e tive mesmo a minha surpresa que foi enorme:
- Você não disse que tinha muita vontade de ver uma plantação de amendoins? Pois taí!
Que coisa linda! A natureza é a mãe da criatividade! Aqueles pequenos arbustos carregadinhos daquelas caixinhas (muito metidas a besta!) bem torneadinhas me deixaram impactada!
Pois meu pai, com a ajuda de um peão, deu-se ao trabalho de cultivar uma roça de um alqueire de pés de amendoim, para me ver ter aquele momento sublime.
Pena que não fotografei!
Mas busquei uma foto no Google (https://www.google.com.br/search?q=planta=plantacao+de+amendoim) e posto aqui para ilustrar.

Essa pessoa boníssima e feliz - que Deus me presenteou como pai -, sabe que o segredo da felicidade consiste em doar-se... Foi o que fez ao longo da sua vida que está perto de marcar 90 anos. Confessou-me que se sentiu muito gratificado vendo a minha alegria. E os olhinhos do meu pai brilharam quando me disse:
- Meu pai também plantou um punhadinho de pés de amendoim pra mim, quando eu era pequeno! A terrinha dele era só um pedacinho; não dava mesmo pra plantar muito... 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

JILÓ NO AZEITE


O poema Amanhã, escrito pela poetisa Rosana Fleury, verseja sobre o mutável:

“Amanhã é outra história.
Amanhã é outro dia.
O descortinar é diferente.
[...]
É outro dia
Outra decisão
Outras palavras
E não foi tudo em vão
[...]”

O poema se encontra à página 76 do livro Não cortem meus cabelos, publicado em 2008.
Assim é a minha relação com o jiló.
Num belo dia, num descortinar diferente, em uma viagem para Barra do Garças, há uns bons vinte anos, experimentei jiló, numa churrascaria de beira de estrada.
Como escreveu a poeta:
“E não foi tudo em vão”
Porque fiquei tomada de amores pelo jiló.
Pode ser do jeito que vier!
É comigo mesma!
Em conserva.
Na salada, ralado, com cebola.
Refogado.
Omelete de jiló.
No azeite...
O da foto assim verdinho, tem sido meu caso atual: no azeite.
Na hora da refeição, o toque especial, o afago que o paladar espera encontrar, vem nele, no danadinho amargo do jiló.
Cortei doze jilós em rodelas mais largas. Pus em uma panela com água e uma pitada de sal e levei ao fogo. Quando ferveu, marquei três minutinhos. Desliguei o fogo, escorri a água e coloquei as rodelinhas de jiló numa bacia onde havia preparado água e gelo. Taí o segredo de manter assim verde o verde do jiló...

Num vidro de boca um pouco larga, pus meia xícara de azeite, uma colher (café, bem rasinha) de sal, uma colher (sopa, rasa) de açúcar, uma pitadinha de pimenta-do-reino, cebola ralada, gergelim preto (o da foto ficou sem, porque o meu acabou!) e cebolinha verde. Mexi com uma colher e, em seguida, coloquei sobre essa mistura as rodelas de jiló que ferventei antes. Quem gosta de vinagre, pode acrescentar duas colheres (sopa).
Fechei o vidro e dei uma balançadinha leve.
Pronto!
Taí uma delícia que pode acompanhar, fazendo gracejos, um bocado de arroz, um ovo frito e um bife ao ponto...

E que venha o amanhã! 


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

PÃO-DE-FORMA DE FARINHA INTEGRAL


Descasquei e cozinhei, só em água, duas batatas-doce, calculando que, depois de cozidas, eu teria duas xícaras (chá) de massa. Sobrou água e usei 100 ml dela, ainda bem morna, no liquidificador com a batata cozida, mais um ovo, duas colheres (sopa) de azeite, uma pitadinha de sal e uma colher (sopa) de açúcar mascavo. Deixei bater bastante. Acrescentei duas colheres de fécula de batata e duas colheres (sopa, rasa) de fermento de padaria. E tornei a ligar o liquidificador para bater só mais um pouco.
Despejei sobre três xícaras de farinha de trigo integral e mexi, com uma colher de pau. Distribuí a massa em duas formas pequenas de pão-de-forma que untei, anteriormente, com margarina, e polvilhei com farinha de trigo integral.
Embalei cada forma com um saquinho plástico para acelerar o processo de descanso e crescimento da massa. Com o calor que rola no ar, em vinte minutinhos já tinha dobrado de tamanho. Com o forno pré-aquecido a duzentos graus, levei para assar e, rapidinho, ficou supimpa.

Não tem erro. Saborosésimo não fica! Mas, acompanhado, fica uma beleza! Pode ser de uma geleia, ou de requeijão cremoso, ou de queijo, ou um belo de um ovo frito...
O importante é que o danadinho fica macio, cheio de fibras e é saudável. Periga comer além do combinado. Carece de tomar tento!
Até gente costuma ser um tiquinho insossa quando está sozinha... Mas, se fica perto de alguém que valha a pena, a aura brilha, os olhos brilham, a luz fica mais potente, o ar fica mais leve...
Ô vidinha mais ou menos!
Mais pra mais porção de coisa boa!

Menos para o que ela própria se encarrega de deletar!