quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

FILÉ DE TILÁPIA: UMA VARIAÇÃO NO TRATO


Para o jantar de hoje, minha vontade apontava meus olhos para um filé de tilápia. Peixe é o mais indicado quando se pretende dormir cedo... Além do mais, agrada a todos. Só que preferi variar e inventar. Fiz o peixe à moda de fricassê.
Em uma forma refratária, temperei os filés que vieram no pacotinho de 400 gramas, da Copacol (não tem melhor!), com uma colher (sopa, rasa) do MEU TEMPERO e gotas de meio limão galego; e reservei.
No liquidificador, bati, por quase dois minutinhos, o conteúdo de uma lata de milho escorrido; uma xícara de leite e quatro colheres (sopa, cheia) de requeijão cremoso. Também reservei (no próprio liquidificador).
Em uma panela, fogo baixo, pus duas colheres (sopa, rasa) de margarina e duas colheres (sopa, rasa) de farinha de trigo e uma pitadinha de sal. Enquanto mexia, percebi que os ingredientes se incorporaram e afastei a panela do fogo para acrescentar uma xícara de leite. Mexi bem e voltei a panela para o fogo. Virou, rapidinho, um creme uniforme (se empelotar, retire do fogo e mexa mais que as pelotinhas somem).
Fogo apagado, misturei o conteúdo do liquidificador ao conteúdo da panela, mexi e despejei sobre os filés que se encontravam na forma refratária. Polvilhei, ainda, por cima do creme, 50 gramas de um pacotinho de queijo parmesão ralado. Cobri a forma com papel alumínio e levei ao forno pré-aquecido a 200 graus, por dez minutinhos. Retirei o papel e tornei a colocar a forma no forno por mais dez minutos.
Enquanto me servia de arroz branco, recém-feito, acompanhado de um bom pedaço de filé coberto de creme sabor milho, afastava os pensamentos que insistiam em apertar meu coração. A cada dia, os mesmos minutos que se oferecem a todos são ocupados de maneiras diferentes, conforme a história que cada um escreve, conforme as circunstâncias que cada um enfrenta.
Hoje, meu dia é de consternação e o peito apertado é de solidariedade.

E aproveito para agradecer a fé que me move. A fé que move o mundo. Sem Deus, nada teria razão de ser! Os dias seriam só areia vazando na ampulheta do tempo...

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

OITAVA DICA

Depois do arroz feito na praticidade da panela elétrica, fazer arroz da maneira tradicional virou uma odisseia.
Porque sempre que a quantidade é maior, a panela elétrica de arroz fica no banco de reserva.
Aí, pode acontecer da cozinheira bobear, com a intensidade da chama do fogão, e o arroz ganhar aquele cheirinho, porque a tragédia alcançou a parte do fundinho que resultou bem comprometido...
Quem nunca?
Se acontecer, desliga-se a chama do fogão, coloca-se a panela em água fria (é só usar uma bacia onde caiba a panela) e, com isso, o processo de queima para.
Aí, é hora de ver o estrago.
Se aconteceu do arroz agarrar no fundo da panela de um jeito sinistro, arrume outra panela e despeje o arroz que der pra ser salvo (está cozido, branquinho, mas pegou um cheirinho denunciador...).
Neste caso, uma colher (sopa) de margarina misturada ao arroz que sobrou e algumas rodelinhas de cebola cortadas bem fininhas e espalhadas por cima, com a panela bem tampada, apagam toda e qualquer pista de uma delícia que quase foi pras cucuias... 

sábado, 1 de novembro de 2014

SÉTIMA DICA

BIOMASSA DE BANANA VERDE
Contra constipação intestinal, esta receita bate um bolão!
Feita de banana verde, nutre as bactérias boas do intestino e mantém o equilíbrio da flora. O resultado é o funcionamento regular do intestino e, consequentemente, saúde!
Em uma das idas ao Hospital Sarah, com minha mãe, ela foi atendida por uma nutricionista e saímos de lá com esta pérola.
Lavei bem, com a esponja e detergente, dez bananas nanicas totalmente verdes e, com uma faca, fiz a limpeza das pontas. Coloquei-as, a seguir, em uma panela de pressão, com água quase cobrindo-as e liguei o fogo. Assim que a água começou a ferver, fechei a panela com a tampa. Quando pegou pressão, marquei dez minutos e esperei. Ao final desses minutos, desliguei a panela e deixei acabar a pressão. Retirei a tampa e esperei esfriar na água do cozimento para, então descascar as bananas e processá-las, no liquidificador. Processei cinco de cada vez, para não sobrecarregar o motor do meu liquidificador. A cada vez, acrescentei meio copo de água filtrada.
Arrumei a pasta resultante de todo processo em forminhas de gelo e coloquei as forminhas no freezer (pode ficar até três meses). Depois de congelados, arrumei os cubinhos, de dois em dois, em saquinho plástico. Passei a guardá-los assim, pois fica mais fácil utilizá-los, em sucos, ou vitaminas. Consta na apostila recebida que dura uma semana na geladeira.
E que bastam duas colheres (sopa) desta biomassa, ao dia.
Também se pode utilizá-la na sopa, no feijão, em confecção de bolos, biscoitos...
Hoje, bati no liquidificador, o conteúdo de um copo de leite, uma maçã e um cubo de biomassa. Ficou parecendo um iogurte natural. Apreciei bastante, mesmo sem ter posto açúcar.

Com certeza, existe uma energia excedente, mais alegria de viver e paz interior quando se está em harmonia com o corpo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

MASSA DE PIZZA


Minha mais recente massa de pizza dá de dez a zero nas anteriores.
Por ser muito fácil de fazer e por ficar crocante, sempre!
Neste tempo de tanto calor - e sequidão no ar -, parece que os “nervos” afloram e tentam mandar na nossa vontade de ser, de querer, de seguir...
O mau humor que tenta tomar conta de mim incita-me a deixar pra lá tudo que penso fazer. Aconselha-me a procurar uma rede, um cantinho fresco, o arzinho movimentado ao som baixinho de um ventilador... um soninho  pra chamar de meu...
Este calor exagerado, com certeza, deixa-me estressada.
Meus antepassados não conheceram a palavra estresse; chamavam de preguiça essa vontade constante de aceitar o convite do corpo que pede pra descansar a todo e qualquer momento. E aprendi com eles que preguiça é pecado!
Então, xô preguiça!
Peguei uma bacia de alumínio e coloquei, dentro dela, 2 xícaras (chá) de farinha de trigo e 2 colheres (sopa) de fermento biológico seco (um pacotinho de 10g); misturei os ingredientes e reservei. No copo do liquidificador, coloquei 1 copo (americano) de leite morno; 2 colheres (sopa) de margarina; 2 colheres (sopa, rasa) de açúcar; 1 colher (sobremesa, rasa) do meu tempero; e 1 ovo e deixei bater um minutinho para, então, despejar sobre a farinha e o fermento que ficaram esperando, acomodadinhos e bem misturadinhos, na bacia de alumínio.
À proporção que amassava, com a mão, percebi que faltava farinha. É preciso acrescentar farinha, devagar, para chegar ao ponto. Não fica uma massa que se solta, totalmente, da mão. A farinha acrescentada (mais de uma xícara) vai-se acomodando à mistura e, de vez em quando, retira-se, com uma colher, a massa que grudou na mão, e junta-se tudo,  para formar uma bola do todo e observar se a farinha foi suficiente. Massa pra pizza tem a característica de ser elástica: pega-se um pedaço e, ao esticá-la, bem devagar, ela não se deixa rasgar...
Quando acontece de não rasgar, é porque ficou no ponto. Aí, deixei-a descansar e crescer. Com o calor sem trégua, a massa cresce a olhos vistos! Cubro a massa com um pano de pratos e vou cuidar dos ingredientes que vão compor a gostosura.
Esta quantidade de massa dá 4 pizzas de tamanho médio.
Hoje, vou usar sardinha em lata para uma pizza; presunto para outra; calabresa para outra e banana, açúcar e canela para outra. Todas bem acompanhadas de queijo fatiado, claro!
Cortei a massa em 4 pedaços iguais e abri 4 discos, com o rolo de macarrão. Untei 4 formas redondas, próprias para pizzas, com um fiozinho de óleo em cada uma. Espalhei o óleo, levemente, com a ajuda de um guardanapo de papel dobrado. Acomodei os discos em cada assadeira e levei-as pra pré-assar, em forno pré-aquecido a 200 graus. Esse pré-assar a massa implica em cuidar para não ficar muito tostada; pois, depois dos ingredientes espalhados sobre ela, a pizza volta para o forno e a massa acaba de chegar ao ponto de bem assada.
A preguiça foi exorcizada! Menos um pecado, por enquanto...
Só que não dá pra ficar de alma e corpo leves à frente de uma pizza!
E a gula também é pecado!
Se é pra pecar, opto, então, por pecar com gosto: saboreando-a, depois de amassá-la, gostosa e firmemente; assá-la e complementá-la com os ingredientes favoritos.
Vai uma fatia aí?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

PICADINHO DE CARNE COM CHAMPIGNONS

Comprei dois quilos de coxão mole, piquei em tirinhas e temperei com uma colher, rasa, do MEU TEMPERO.
Pus minha panela Wok sobre uma chama alta do meu fogão e acrescentei três colheres (sopa) de óleo de soja.
Assim que o óleo esquentou, refoguei a carne e deixei sem mexer, por uns três minutinhos (para não criar caldo, ou a carne endurece). De vez em quando, dava uma mexidinha leve e esperava fritar para voltar a mexer...
Adoro carne picadinha. É a grande pedida para aqueles dias quando parece que tudo está muito difícil de engolir...
O fogo não estava dos mais animados e o caldo começou a tomar conta do espaço ao redor das tirinhas de carne. Quebrei um ovo e separei gema e clara. Usei a clara para engrossar o caldo e acabar com o processo de líquido fluindo e ameaçando a textura da carne do picadinho. A clara é uma das opções para conter o aumento do caldo. Acrescentar uma colher de farinha de trigo, ou de maisena, também é conveniente. Nem precisa dissolver em líquido, antes.
Quando a vida exige tolerância e a injustiça parece indicar que os adversários serão os beneficiados, a boca seca, o peito aperta e os pensamentos dão voltas, tonteiam, e não chegam a lugar algum.
Porque somos dependentes, sob muitos aspectos, dos caminhos e descaminhos que se abrem a nossa frente e, a partir deles, somos responsáveis pelas escolhas que fazemos. Ou que achamos certo fazer porque, mesmo quem bate no peito e diz que não faz questão de estar certo, e só quer ser feliz, vive pra provar que está certo e só é feliz, de verdade, quando age corretamente...
A bem da verdade, as circunstâncias imitam um novelo enroscado que se solta a seu bel prazer... Talvez, o desenrosco dependa do raciocínio labiríntico de cada um.
Acho que é por isso que sou poderosa na cozinha. Uso o termo poderosa como sinônimo de decidida. Não tenho medo que dê errado. Porque, se der, começo de novo, até acertar...
Assim que a carne ficou homogênea, toda fritinha, acrescentei o conteúdo de um pacotinho de 300 gramas (inclusive o líquido) de champignons (aqueles que vêm na embalagem plástica, já cortadinhos, em rodelas). Dei uma mexidinha e adicionei uma xícara (chá) de shoyu Sakura (desculpem-me os outros fabricantes, mas esta marca é a melhor!).
Quando ferveu, acrescentei um copo de água. Porque um caldinho, neste finalzinho, faz parte. Ferveu novamente. Desliguei o fogo e servi na panela mesmo.
Gosto tanto da minha panela Wok que o fato dela estar na mesa já significa que vamos ser felizes ao redor dela.
Quanto às injustiças, não terão fim enquanto houver maldade humana.
Ainda bem que os dias são temperados de bons momentos, sonhos, realizações, satisfações e esperança.

Antes que me esqueça, a gema do ovo foi guardada e vai servir para fazer o bolinho de arroz de amanhã...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

DOCE DE LEITE DA VÓ DOLA

É inexplicável a gostosura que é saborear o doce de leite feito com pouquíssimo açúcar! Exige que se coma devagar, deixando o bocadinho derreter na língua, inebriando os sentidos.
Desde a primeira vez que ganhei uma vasilhinha de vidro, embalando o doce que parece estar talhado, a exemplo do que acontece com a coalhada, eu me apaixonei...
Mas, nunca tinha feito esta receita.
Apesar de não me esquecer como se faz.
A receita, ouvi da própria doceira, a vó Dola. Avó dos meus filhos:
- Dá muito trabalho, porque demora. Você põe dez litros de leite, numa panela grande, e liga o fogo baixo. Acrescenta meio quilo de açúcar. Mexe até derreter e põe um prato fundo dentro da panela; o prato virado, que é pra não derramar quando ferver... Aí, você olha de vez em quando.
Na parte do “olha de vez em quando”, lembro-me de uma nora da vó Dola, a Filinha. Ela morava numa fazenda, lá em Minas, e fazia muito queijo maravilhoso e muito doce de leite. Sempre achei muito interessante ouvi-la dizer:
- Ontem, fiz 8 queijos e sequei 20 litros de leite.
Trabalhadora como poucas, a Filinha! Secar leite era como essa senhorinha entendia a sua tarefa; era o jeito dela verbalizar, resumidamente, ao se referir ao demorado processo de fazer doce de leite.
Ela falava assim:
- Queijo dá muito trabalho! Secar leite é fácil: a gente só olha de vez em quando!
Pois, na terça passada, separei exatos 4 litros de leite, recentemente retirados da fabriqueta natural da senhora vaca, e preparei-me para secá-los.
Depois de despejar o líquido em uma panela grande, acrescentei 200 gramas de açúcar cristal, mexi com colher de pau, acomodei o prato fundo virado e deixei, no fogo baixo. Ao longo de quase 6 horas, vi o líquido branquinho mudar a fisionomia... Teve a hora que percebi que já não derramaria mais e retirei o prato. Teve a hora que precisei ficar por perto e mexer mais vezes, ou grudaria no fundo e o resultado seria desagradável. Doce de leite com gosto de queimado não é uma boa pedida...
Quando ficou pronto, despejei o doce em pirex e deixei esfriar, para saborear.


Não posso deixar de comentar que minha sogra era muito generosa! Ela sempre trazia desse doce pra mim. Pois eu o fiz e fiquei impressionada com o fato de não render quase nada. E não estou disposta a dividi-lo com seu ninguém! E tenho dito!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

BOLO DE QUEIJO DA MINHA MÃE

Esta receita vem dos tempos ativos, de quando eu era uma profissional da educação movida a relógio. Eu chegava, na correria, de volta a casa, depois de me desdobrar no turno matutino, no Centro de Ensino 05 de Taguatinga, e, enquanto cuidava de terminar o almoço, que já deixava bem encaminhado, arrumava lancheiras, vistoriava uniformes, banhos e preparava a surpresa para o recreio dos professores, à tarde. Um mimo que tínhamos o costume de providenciar, com o maior carinho. Não era tarefa só minha: costumávamos fazer rodízio...
Este bolo era a minha receita preferida, pela praticidade.
Deu saudade! Por onde andam os apreciadores? O Ruberval, a Regina, a Maria Virgolino, a Maria Pereira, a Helena Miziara, a Pastôra, a Catarina, a Iraci, a Yoshie e tantos mais companheirinhos que ajudavam a aguentar a rotina pesada, onde foram parar?
Esta é mais uma das muitas receitas que herdei da minha mãe. Feita no liquidificador. A praticidade não depõe contra o sabor: fica uma delícia!
Pus, no liquidificador, seis ovos inteiros e quinze colheres (sopa) de açúcar. Deixei batendo por três minutos. Desliguei, para acrescentar uma colher (café) de baunilha e meio litro de leite. Tornei a ligar, retirei a tampa e adicionei uma colher (sopa, rasa) de margarina. Fui pondo, devagar, duas xícaras de queijo minas (não precisa ralar; basta cortar em pedaços pequenos) meia cura, mais seis colheres (sopa) de farinha de trigo. Para não judiar do liquidificador, dividi o leite. A receita pede um litro. Usei, até aqui, só meio litro. Misturei o restante do leite ao conteúdo do copo, com o liquidificador desligado. Mexi um pouco, com uma colher, antes de despejar a massa em forma untada, com margarina, e polvilhada, com farinha de trigo. Levei para assar em forno previamente aquecido a 200 graus. Demora, em média, meia hora para ficar pronto.
Simples assim!
Não fica com a consistência de um bolo; parece mais um pudim consistente. Principalmente, se utilizar queijo mais fresco. Se quiser, pode-se acrescentar uma colher (sopa) de pó-royal, para dar mais firmeza, na hora de cortar. Prefiro sem. Acho mais saudável.  
Fiquei mais de vinte e quatro anos sem fazer esta receita.
Era a predileta da amiga Maria de Fátima Nogueira. Nós nos conhecemos no Centro de Ensino 05 de Taguatinga, onde trabalhamos como professoras. Ela chegou à escola locomovendo-se com o uso de uma bengala. Logo, precisou de cadeira de rodas. Depois, ficou confinada a uma cama. Os médicos a diagnosticaram como paciente de esclerose múltipla. Era um tempo de poucas informações da medicina, para tratar casos assim. Quando sumia da escola, de licença médica, eu costumava preparar esta receita e levava a guloseima até sua casa. Fiz isso várias vezes. Não o fiz o tanto de vezes que deveria... Ela costumava mandar recados, intimando-me a visitá-la, quando eu demorava a aparecer. Eu tinha muitas desculpas, morando em chácara, tendo quatro filhos, vivendo sem empregada doméstica, quase que na maior parte do tempo... Na verdade, evitava ir, pois sofria vendo-a perder a capacidade, devagar e sempre, de falar, de rir, de comer...

Hoje, em homenagem a essa amiga querida e ao tempo que nos é dado viver neste plano, compartilho, com alegria, esta receita.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

SEXTA DICA

O homenageado de hoje é o prático fatiador:

Dispensa apresentação e merece muitos elogios.
No flagrante da foto, temos o repolho preparado para a saladinha maravilhosa, no estilo cabelim de anjo: finim, finim...
Basta cortar o repolho ao meio, cortando novamente, resultando em quatro partes... Daí, é só passar cada parte, a seu tempo, no fatiador. Começando a fatiar desde a parte mais fininha do repolho. E a parte mais durinha, aquela mais próxima ao cabo que sustenta o repolho no solo, durante o crescimento, fica deliciosa num refogadim.


domingo, 22 de junho de 2014

MINHA COZINHA

MINHA COZINHA! 
Meu humilde laboratório de experiências degustativas; onde se conversa, comendo...



sábado, 21 de junho de 2014

QUINTA DICA

Tem dia que o bolo tem de ser de chocolate. Sempre uma delícia! Mas, tem aquele inconveniente de ficar ressecado por cima, se a margarina (ou o óleo) for acrescida com parcimônia, tapeando o remorso, afastando a culpa...
A dica de hoje resolve isso!

Depois de colocar quase todos os ingredientes (faço tudo no liquidificador mesmo!), acrescento meia maçã (retiro o talo e sementes) e deixo bater mais um pouco, antes de colocar o pó-royal. 

terça-feira, 27 de maio de 2014

CARNE DE PORCO NA PANELA DE PRESSÃO

Amizade é tesouro intangível!
Amizade! Ô palavra bonita!
É bem que se guarda no coração.
Esta receita vai para uma dessas pessoas que me mantêm cativa: a Vânia. Juntas, enfrentamos um mestrado em educação, e vencemos.
Quando a gente se encontra, ela fala da minha carne de porco na lata. Porque no tempo do curso nós nos reuníamos na chácara e rolava um almoço, ou um jantar. E a carne de porco marcava presença.
Trata-se de receita que desenvolvi e aprimorei. Quanto mais agrada, mais eu faço. Também porque, na chácara, facilita ter carne pronta, na banha. Na correria do imprevisto, tá ali, à mão; é só esquentar.
Na última vez que fiz esta carne, comprei três peças que deram três quilos (menos 17 gramas). É aquela carne de porco que vem em pedaços, com a gordura e a pele. É, na maioria das vezes, pernil. Mas, se tem barriga, opto pela barriga. É mais saborosinha...

Temperei a carne com duas colheres (sopa) do meu tempero e reservei, enquanto, no fogo, minha panela de sete quilos esquentava dois quilos de banha. Compro a banha em pacote de um quilo. Gosto da marca Aurora. Mas, qualquer uma serve.
Não esperei esquentar muito e pus os três pedaços de carne na panela. O primeiro pedaço chia um pouco; o segundo também. O terceiro pedaço já é recebido sem alarde da gordura que se acalma com tanto agregado chegando.
A gordura cobre os três pedaços. O fogo continua atuante.
Se o fogo não for possante, vai criar muito líquido. O do meu fogão industrial tem a opção da chama interna e externa. Esta é a hora que ligo as duas, por uns cinco minutinhos. Minha sugestão para quem não tem chama forte no fogão, é fazer só um quilo por vez.
Assim que percebo que, com a tampa, vai pegar pressão, providencio a chegada do chiado e marco dez minutos (neste momento, só a chama comum, a menor, fica ligada). Findos os minutos, desligo o fogo e aguardo acabar a pressão, para retirar a tampa.
Não mexo em nenhum momento.

Ligo o fogo, novamente, sem colocar a tampa na panela, e deixo fritar, em chama alta. Esta é a hora de observar, para não fritar demais, ou pode endurecer a carne. É a hora de secar a água que foi criada no contato com a carne: é a hora de apurar. Vai restar a gordura; apenas, e tão somente, a gordura onde os pedaços vão permanecer quietinhos, à espera da hora de serem expostos e devorados...
Retirei um dos pedaços e fotografei. 

Assim, tirado na horinha que ficou pronta, ainda não acabou de chegar e a pele não ficou pururucada. Mas fica! Porque a banha de porco tem um ponto de fritura muito mais quente que o óleo comum. Então, mesmo com o fogo desligado, a carne continua fritando e acaba de chegar ao ponto de assada deliciosa!
Se o meu tempo de relógio permite que a panela fique lá num cantinho, esquecida por uns dois dias... hummmmm... aí, então, fica uma loucura!
Depois de esquentar cada pedaço, a cada nova investida, sempre que surgir oportunidade e se sobrar; mais e mais saborosa fica esta carne agregadora de amigos.
Um cuidado importante: mesmo coberta de banha, não pode guardar muito tempo sem dar uma fritadinha de vez em quando (duas vezes por semana). Isto é por conta do meu tempero (ver receita) que ponho na carne.
Se puser só sal, o prazo pra se esquecer da carne (desde que não tenha osso), no descanso gordurosinho que a rodeia, é tranquilo; nem precisa preocupar. Se a gordura foi bem apurada, claro.

Duvido que a gula vai deixar rolar esta preocupação...

Na sexta, dia 30, a costela de boi foi a escolhida. Comprei um quilo e meio de carne e um quilo de banha de porco. Mesmo procedimento, mais tempo na pressão (12 minutos), porque a carne de boi é mais durinha. Ficou assim irresistível... 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

QUARTA DICA

Comprei um trique-trique muito prático onde colocar detergente e a esponja de lavar louça. Que maravilha! É de plástico e tem um dispositivo de apertar e o detergente cai na esponja! E lavar a louça virou uma tarefa mais fácil...

E é aqui que entra a quarta dica!
A cada vez que despejo o conteúdo de uma embalagem de detergente na minha nova aquisição, acrescento uma colher de vinagre, mexo bem e, enquanto uso, vou observando o tanto que esta dica do vinagre facilita na hora de espantar gordurinhas indesejáveis... das vasilhas...

TERCEIRA DICA

Qualquer fritura à milanesa fica muito mais saborosa se for acrescentado um pouco de queijo parmesão ralado às farinhas. Costumo misturar os quatro ingredientes: farinha de rosca, farinha de trigo, maisena e queijo parmesão; e bater – rapidinho – no liquidificador (pulsar; copo bem sequinho).

FRANGO FRITO: COXINHA DA ASA

Com o caldo de dois limões que espremi em um quilo de coxinha da asa (de frangos conhecidos como frangos de granja) e um litro de água fervente, fiz a limpeza das coxinhas que vão fazer nosso almoço mais prazeroso. 
Em seguida, escorri bem e temperei-as com uma colher (sopa, bem cheia) do meu tempero. Esperei uns vinte minutinhos para que o tempero entranhasse.
Coloquei, então, meio litro de óleo de soja para esquentar em panela pequena e funda (própria para fritura) enquanto passava cada coxinha por uma mistura de seis colheres (sopa) de farinha de rosca, três colheres (sopa) de farinha de trigo e uma colher (sopa) de maisena. 
Quando o óleo esquentou bem, comecei a fritar as coxinhas de quatro em quatro. Com cuidado para não criar água, só baixei o fogo, um pouco, assim que a carne começou a ficar com cor mais douradinha.
O Ric Ricardo, meu neto número um, que está perto de fazer 18 aninhos, fez-me um convite, depois de devorar umas coxinhas deliciosinhas dessas:
_ Vó, você tem as manhas pra abrir um lugar pra vender frango frito. Vamos nessa, vó? A gente fica rico num instante...
Ahã... Vou pensar...

Kkkkkkkkkk

terça-feira, 13 de maio de 2014

SOPA DE CEBOLA

Quando meu amigo e vizinho, o Marcos Antônio Lacerda, me contou que tinha experimentado uma sopa de cebola maravilhosa, eu ri e disse: “Eu passo”.
Ele sabia que eu não suportava cebola (isso foi muito antes da minha alergia por alho). Ele insistiu que ia me levar para experimentar e garantiu que eu nem desconfiaria que a sopa era de cebola, se ele não me tivesse adiantado a informação...
Duvidei, mas resolvi experimentar e adorei. Realmente, aquele sabor persistente da cebola não comparece; sai de fininho...
Faz muito tempo que não tenho notícias do Marquinhos, que se casou e foi morar em Goiânia... Mas, a tal sopa, sempre revisitada, passou a ser feita e servida por mim. Deliciosa!
Neste clima de friozinho, com o outono indo a toda, rumo ao inverno, não tem pedida melhor.
Descasquei e piquei, em rodelas fininhas, cinco cebolas grandes (pouco mais de meio quilo) e refoguei-as em três colheres (sopa) de margarina. Na chama ao lado, a canequinha com um litro de água, esquentando, à espera da hora certa de entrar em cena.
Mexi, durante um tempinho suficiente para a cebola perder seu entranhado e incomodatício poder.
Acrescentei, e mexi bem, uma colher (sopa) de farinha de trigo. Quando a cebola ficou dourada, adicionei, aos poucos, a água e dois tabletinhos de caldo de galinha. E complementei com uma colher (café) de açúcar; uma pitada de pimenta-do-reino moída; outra de cebolinha desidratada e outra de ervas finas.
Ferveu, engrossou, pus mais água (além daquela que estava preparada para entrar em cena), ferveu novamente...
Experimentei, gostei, desliguei o fogo. A consistência é a de um caldo, nem ralo, nem grosso.
Forno ligado, preparei oito rodelas finas (dois pães pequenos, de padaria) para atuarem como torradas: margarina de um lado da rodela, passando-a (com força para entranhar bastante queijo) em queijo parmesão ralado, dispondo-a em pirex grande, com o lado recauchutado para cima.
Pus, então, a forma pirex com as oito rodelas no forno, por três minutinhos. Retirei a forma e, por cima das torradas, cuidadosamente, despejei a sopa de cebola.
No início, uma ou outra torrada tenta boiar. Mas, elas não resistem! E todas se entregam ao destino, languidamente...
A sopa disposta na pirex pede, então, sua volta para o forno.
Assim que percebi que estava bem quente (começam a subir umas bolhinhas, evidenciando que ferveu), retirei a forma com a sopa e servi-a.
Quem é cuidadosa e caprichosa, costuma ter as terrinas apropriadas para levar ao forno e servir, individualmente, a sopa. Em cada uma, uma torrada e uma porção do caldo... Não sou afeita a essas frescurinhas, mas bato palmas para quem é. Com certeza, é um toque de carinho que faz parecer muito mais gostoso...
Quando as bocas são muitas e parece que a sopa pode não ser o tanto que deveria, em quantidade, costumo preparar e oferecer mais torradas, à parte.
Porque os que se servem primeiro costumam garimpar as torradas. E, os que chegam atrasados costumam ficar só ouvindo as notícias de como é impossível resistir às torradas e à sopa de cebola sem fazer má figura...
Apareça, Marquinhos! Tenho muita saudade de você! Você deixou marcas de gratidão no meu coração, graças a Deus! Penso muito em você! Sua grandiosidade, sua bondade e seu jeito de irmão cuidador fizeram a diferença na minha vida. Venha experimentar a sopa de cebola e botar o papo em dia...

Meu dia vai ter um brilho mais intenso, na sua companhia!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

REQUEIJÃO CREMOSO

Na companhia de Manuel Bandeira, neste dia que me dediquei a pensar em Pasárgada, resolvi fazer meu requeijão cremoso. Justamente aquela receita que me leva de volta para o lugar onde “... a existência é uma ventura...”: a minha infância!
Amanhã é sábado e, no domingo, comemoramos o Dia das Mães. E infância e mãe são palavras que rimam, no coração e na memória.
Pus dois litros de leite – tipo C, integral (ainda bem que temos um especial: o leitíssimo) – numa vasilha que levei ao fogo. Assim que começou a ferver, acrescentei, sem desligar o fogo, uma xícara de vinagre de álcool. Mexi, mexi, o leite talhou, desliguei o fogo. Fui despejando essa coalhada, aos poucos, em uma peneirinha bem fininha, de modo que descartei o soro, e a peneirinha foi só um suporte para o caso de cair algum pedaço do leite talhado.
Sem o soro, sobrou uma massinha, que pus no liquidificador. Não esfriou; ainda está mais quente que fria...
Antes de ligar o aparelho, acrescentei uma colher de manteiga e meia colherinha (café) de sal. À proporção que batia, foi ficando cremoso e deu aquela saudade do meu tempo de menina, quando a minha mãe fazia manteiga da nata que ela juntava dia após dia...
Não me arriscaria a dizer pra minha mãe que fica igual à manteiga maravilhosa dela! O pão também nada tem a ver com o da padaria do meu pai...

Passo, em seguida, para o ritual da união do pão com a mágica iguaria. Arrisco a dizer que a primeira mordida ameniza a saudade... Porque o gostinho desse requeijão recém-feito é muito agradável: agrega a textura suave à aparência cremosa; e permite que meu coração de menina bata em sintonia com o prazer concreto, que a memória registrou, daquela manteiga de nata feita pela minha mãe, na ventura da minha infância. 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

SEGUNDA DICA

Tão bom quando o estado de espírito está luminoso e a vontade de assoviar só não é levada a efeito pra não assustar os passarinhos...
Cozinhar assim, com a alegria de braços dados, merece um toque surpresa.

Que tal este: antes de levar a macarronada à mesa, arrumei o queijo ralado, em uma vasilhinha, à parte, e misturei um pouquinho de pimenta-do-reino (da branquinha, pra fazer mistério!), e, só então, espalhei o queijo sobre a macarronada fumegante...

PRIMEIRA DICA

Cozinhar é a arte da observação e da interação.
Aos poucos, fui aprendendo, enquanto esquentava o umbigo no fogão, no cotidiano corrido da minha vida dividida entre escola e casa, algumas mágicas que facilitam a lida.
Não cozinho sozinha.
 Lavo o arroz com a minha amada e saudosa tia Pina: “não pode lavar muito o arroz, tira as vitamina!”.
Tempero a salada do jeitinho que fazia a também amada e saudosa tia Arlinda: “você come com a boca muito mais gostosa, se temperar o vinagre da salada metade vinagre e metade vinho tinto!”
Tempero o bife e dialogo, na minha imaginação, com a prima Diomar: “Hoje, Diomar, vou fazer do seu jeito; acrescentando gotas de limão e óleo ao tempero e esperando dar uma curtida antes de passar os bifes”.
É dia de batatinha? Descasco-as, pensando na saudosa avó da minha nora Fabiana, que implicava (ela dizia: “tá podendo, heim?”) quando via alguém tirando a casca, em vez de passar a faca, em vez de apenas raspar a casca... O certo é só cortar quando e se tiver alguma parte danificada.
É dia de abobrinha? Lembro-me e revejo, de memória, cenas com a tia Tereza, esposa de um cunhado, ambos queridos e saudosos. Tivemos um período de convivência prazerosa, quando ela foi minha vizinha, na chácara. Trocamos, muitas vezes, histórias e receitas, em momentos de sabor e interação incríveis. Sempre receitas simples, com um toque diferente e inesquecível. A farofa de abobrinha da tia Tereza era única!
Sinto a presença da minha saudosa prima Ernesta: “vou ficar aqui pertinho, pra ver como você cozinha, mesmo sem alho, e fica tão gostoso.”
Cada ato, cada movimento, cada prato, exigindo de mim, e eu dando tratos à bola, na companhia de muitos que me são caros.
No almoço em família, num desses tantos domingos de convívio, minha mãe falava sobre o jeito que ela refoga o frango caipira. Mania de repetir ensinamentos; própria de quem está adiantada nos anos... É na “companhia” dessa mãe dedicada que faço esse prato predileto dos netos (um dos prediletos, pois vem depois da macarronada, da carne moída e da batatinha frita...).
Uma “companhia” agradável e constante é a minha amiga Vera Suguri. Essa danadinha é uma cozinheira cheia de truques. Ela faz parte de muitas receitas saborosas da minha vida e do meu blog.
Nas sobremesas e tortas doces e bolos e quitandas, tenho a “companhia” da minha cunhada Juanita e da irmã, a Carminha. Única irmã, multifuncional, prestativa e amorosa...
Pessoas que já passaram e nada acrescentaram, às vezes, aparecem. Vão na mesma rapidez que vêm...
Tem também gente que me instiga a fazer e a descobrir mais sabores, sempre com carinho, com frases elogiosas, após o encontro com o prazer de saborear a delícia do momento: os filhos, as noras, os netos...
É pensando neles que mantenho este registro.
É em homenagem a todos que mantenho este registro.
E vou passar a acrescentar dicas. As que me foram dadas de bom grado e têm sido de muita utilidade. Permanecem, porque as fui testando, ao longo da vida.
A mais marcante (tanto, que foi eleita como primeira dica!), aprendi com minha cunhada Juanita. É prática importantíssima para quando acontecem as queimaduras indesejáveis, aquelas que não nos encaminham para o hospital, mas precisam de cuidado, pra não deixar criar indesejáveis bolhas.
Fácil de praticar: é só ter, sempre, na geladeira, um tubo de pomada de sulfadiazina de prata 1%. O nome da que eu comprei (está quase acabando!) é silglós. Mas, tem outros nomes.
Meu sem jeito me permitiu receber, hoje, uma baforada do vapor da água fervente do arroz do almoço, bem na barriguinha proeminente. Odeio isso! E ninguém merece passar por todo o processo de bolha, ferida exposta e pele sensível... e dias e dias de incômodo!
Pois bem, a pomadinha geladinha à mão, três aplicações, no local judiado (a intervalos curtos), percebendo a magia da dor dando lugar a uma ligeira lembrança do incidente e... pronto! só restou a manchinha vermelha...

Obrigada, tia Juanita!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

PEITO DE FRANGO COM LEGUMES

Peito de frango merece carregar medalha! Ô companheirinho abençoado! Serve mais que aquele tal que tem mil e uma utilidades.
Desta vez, fiz o da Perdigão: cortes congelados. Meio peito sem osso e sem pele, 650 gramas. Muito prático.
Piquei em tirinhas, temperei com uma colher do meu tempero e reservei, por dez minutinhos. para incorporar o tempero e selar, por fora, e não ter perigo de desfiar, na hora do cozimento.
Panela wok no fogo, uma colher (sopa) de óleo e duas colheres (sopa, rasa) de açúcar e muita atenção, pois, assim que o açúcar começou a subir, feito espuma caramelizada, marcou a hora de colocar o frango. Uma mexida rápida e o açúcar quase queimado deu aquela corzinha simpática ao peito do frango. Sem mexer muito (ou cria muito líquido), aguardei o tempo de cozimento (ainda tinha um pouco de líquido), e acrescentei uma colher (sopa, rasa) de maisena à carne. Mexi e deixei cozinhando por uns minutinhos a mais (não arrisco a indicar tempo, pois, cada fogão tem “temperamento” conhecido bem por quem o dirige ...).
Retirei a panela do fogo e reservei a carne de frango em uma vasilha com tampa.
Passei para a segunda etapa: os legumes. Cortei uma cebola em quatro e cada parte ao meio e separei as camadas. Cortei metade de um repolho pequeno em partes grandes e reservei, junto com meio pacotinho de ervilhas pré-cozidas e congeladas. Também cortei uma cenoura (de tamanho médio), em cubinhos. 
Panela wok lavada, uma colher (sopa) de óleo de soja e refoguei a cenoura primeiro; porque ela vai ter de passar por cozimento. Acrescentei meia xícara de água e esperei secar essa água, para misturar o restante dos itens reservados.
Os legumes refogando dão aquele cheirinho bom de tentação que liga o nariz, o estômago e a ansiedade da fome numa mesma roda de desejo e pressa de saborear essa delícia...
Hora de misturar a carne aos legumes e acrescentar shoyu (uma xícara de café).
Antes de desligar o fogo, é bom experimentar para saber se o tempero está no ponto.

Na companhia da família, e dando prestígio ao molho agridoce, para incrementar o sabor, fica a certeza que cada dia merece ter a qualidade que tem, quando as circunstâncias se equilibram; o desamor não aparece e os sabores dão-se as mãos e bailam a nosso favor...  


terça-feira, 8 de abril de 2014

PIZZA INSTANTÂNEA

Domingo bem encaminhado pro finalzinho e a turminha curte, ainda, os últimos raios solares. A vó fez pão de queijo, tem bolo de cenoura, frutas, dindins de vários sabores, mas... falta alguma coisa. A meninada nadou e a fome, na chácara, é insaciável...
Podia fazer pizza, penso com a ajuda da minha vontade de agradar. Só tem um porém: o queijo muçarela foi todo usado na lasanha de frango servida no almoço. Consulto a geladeira e vejo a vasilhinha com o resto do molho de frango da lasanha; um pacotinho de queijo parmesão e queijo minas ralado... Resolvido: dá pra improvisar e inventar uma pizza instantânea. Mesmo sem o queijo certo...
É nesta hora que entram as apostilas que a Regina, a mocinha feliz que trabalhava na secretaria do Centro 05 de Taguatinga organizava para a nossa turminha de professoras cozinheiras. Era tempo de mimeógrafo. Ela escrevia as receitas à mão, no estêncil, fazia um tanto de cópia e organizava o catatau de receitas de tortas, de empadas, de biscoitos, de bolos... E saia distribuindo...
Encontrei, em uma dessas apostilas, uma receita que costumava fazer bastante, nos idos anos 90.
No liquidificador, coloquei dois ovos; duas colheres (sopa) de açúcar; duas colheres (sopa) de margarina; uma colher (sobremesa, rasa) de sal; duas xícaras (chá) de leite morno e deixei bater por uns três minutinhos, na velocidade mais possante. Acrescentei, então, três xícaras (chá) de farinha de trigo, devagar, deixando incorporar bem, desligando o liquidificador, de vez em quando, e mexendo com uma colher. Por último, adicionei uma colher (sopa) de pó-royal.
Resultou em uma massa suficiente para duas formas (grande) de pizza. Untei as formas com margarina, polvilhei farinha de trigo, despejei a massa e levei-as as ao forno, pré-aquecido a duzentos graus.
Enquanto assavam, preparei a cobertura.
Em uma vasilha, misturei duas xícaras de molho de tomate com pedacinhos de peito de frango (já estava preparado; se não, teria sido apenas o molho pronto que vem temperadinho e pronto); uma lata (sem o líquido) de milho verde em conserva; uma colher (sopa) de orégano; um pacote de 100 gramas de queijo parmesão; uma xícara (chá) de queijo minas ralado e meia xícara (café) de azeite de oliva. Mexi bem e espalhei essa mistura sobre as massas de pizza, quando percebi que estavam assadas. As assadeiras foram levadas, novamente, ao forno, mais uns cinco minutinhos. O cheirinho tomou conta da cozinha e espalhou-se pela casa, arrebanhando os netos e agregados para o momento de alegre prazer coletivo, em torno da mesa da cozinha... Na companhia do amigo certinho nessas horas de gula: o catchup, claro!


Precisa acrescentar algo mais?

sábado, 5 de abril de 2014

SOPA DE VINAGRE


Esta é do tempo que meus filhos andavam à minha volta e eu os via apenas com os olhos do coração. A distância, que o tempo se encarregou de desenhar entre nós, permite-me, hoje, ver dos dois modos. Os olhos da razão me contam o que eu sabia: somos à semelhança dos nossos; semelhança entranhada nas novidades e nas circunstâncias do momento. Como diz minha filha, tem vezes que o que persiste é o melhoramento genético; tem vezes que o pioramento genético marca mais...
Mesmo com uma pitadinha de nostalgia, atendendo pedido de uma das norinhas queridas, passo a fazer a sopa de vinagre que tantas vezes nós seis degustamos, em restaurante chinês. Desenvolvi a minha própria receita. Gostamos tanto quanto a do tal restaurante. Com a diferença que faço com muito cuidado e asseio (a vigilância sanitária nunca precisou cerrar minhas portas).
Comprei um pacote de um quilo de legumes congelados (heheh; quanto mais velha, mais sabidinha e prática!) e refoguei o conteúdo em uma panela onde, com antecedência, pus três colheres (sopa) de óleo de soja e uma cebola picadinha pra fritar um pouco. Mexi, suavemente, por uns três minutinhos. Reservei em vasilha à parte. Na mesma panela, pus um litro de água e um tablete de caldo de carne e esperei ferver. Dissolvi duas colheres (sopa) de maisena e adicionei ao caldo, devagar, mexendo sempre pra não criar pelotinhas. Deixei ferver bem, mexendo sempre... Experimentei o sabor, acrescentei um copo de shoyu e uma colher (sopa) de açúcar. Continuei mexendo... Acrescentei uma xícara (chá) de vinagre de álcool. Quando ferveu novamente, acrescentei os legumes que estavam de ladinho, só observando e esperando a hora de entrar em cena. Experimentei, pus mais água (se estiver sem sal, acrescente mais shoyu).  
Assim que a sopa ficar na consistência desejada ( igual a desses caldos que vendem por aí), é bom experimentar se põe mais vinagre, se põe mais tempero, se põe aquela carninha de frango, já pronta, desfiadinha que sobrou do almoço (ou a de boi, moída, também já pronta). Mas, se não tiver carne, não vai fazer falta: é, basicamente, uma sopa de legumes...
Uma boa dica: na horinha de servir, bem quentinha, acrescente tofu picado em pedacinhos e nem mexa... Não precisa; trata-se de um queijo de boa consistência. Ele derrete por igual e ocupa seu espaço... Quando não tenho tofu, pico queijo minas fresco, em pedacinhos, e sirvo à parte. Quem gosta, acrescenta ao prato servido.

Pessoinhas queridas, nem pensem em virar o nariz sem experimentar! É uma sopa deliciosa! O vinagre dá um toque tchan!!!!

Nesta que fiz hoje, a da foto, acrescentei repolho. Lavei as folhas e cortei-as, em tirinhas e acrescentei tudo à sopa quase pronta, quando dava a última fervidinha. E o queijo, fresquinho, veio da chácara vizinha...

GELEIA DE ABACAXI E PIMENTA

Tem coisa que aparece na nossa vida e vai sendo incorporada ao DNA (acho que, neste caso, já era parte da história dos meus antepassados e o costume se perdeu na estrada da vida...). Desde que desenvolvi esta receita, sem o sabor desta geleia, a carne não fica perfeita. Com ela, a cor e brilho do momento parecem ser muito mais intenso!
No liquidificador, quatro rodelas de abacaxi picadinhas e uma xícara (chá) de açúcar. Processou bem rapidinho. Aí, levei ao fogo baixo e deixei cozinhar, mexendo de vez em quando. Quando ficou na consistência mais durinha (o abacaxi tem a capacidade de mudar de cor; cria um brilho), adicionei uma pitadinha de sal e duas pimentas dedo-de-moça, em pedaços pequeninos (sem as sementes). Acrescentei uma colher (sopa) de vinagre de álcool, mexi mais umas duas a três vezes e desliguei o fogo.
Resulta daí uma geleia que fica bonita e faz sucesso com doce e com salgado: com sorvete, com carnes (principalmente a de porco e peixe), com manjar...

Fica com um ardidim leve, lá longe. E um gostim muito bom de quero mais...
Na primeira foto, fiz a geleia sem as sementes da pimenta dedo-de-moça e não coei, depois de cozida, e antes de pôr o açúcar.
Na segunda foto, cozinhei as sementes junto com a pimenta e o abacaxi; bati no liquidificador, coei e levei ao fogo com o açúcar. Com certeza, a cor resultante do segundo jeito deixa a geleia muito mais convidativa...