sábado, 23 de abril de 2011

MILHO VERDE REFOGADO

Taí uma receita simples que oferece resultado maravilhoso! Tem gosto de infância em tempo de férias! Porque sou do tempo quando colheita de milho verde dependia de chuva; e férias escolares começavam dia primeiro de dezembro. Nosso quintal tinha manga, uva, laranja, goiaba e caju. E o quintal do lado, da casa do meu avô, tinha milho em ponto de colheita e promessas de gostosuras. Hoje, basta querer que se encontra milho verde pronto pra ser consumido. Mas, o gosto não é tão presente e marcante quanto o do milho que se colhe na hora. Para que o resultado seja agradável, é preciso ter cuidado pra não comprar milho embalado há muitos dias. Costumo furar, com o dedo indicador, o plástico daquelas bandejinhas que acondicionam as espigas descascadas e cheiro pra sentir se já está começando a passar do ponto de aceitável.
Apesar de morar em chácara onde se planta couve-flor, tomate, abobrinha, repolho... não tenho o privilégio de poder ter milho verde... então, compro... fazer o quê?
Escolhi dez espigas de milho que cortei (quanto mais molinho, melhor) com faca afiada, longe do sabugo e, ao final, raspei o que ficou (se cortar rente ao sabugo, ao mastigar, dá sensação desagradável de duro e o gostoso é o milho que se mastiga sem resistência) e reservei.
Na panela, coloquei uma colher (sopa) de óleo de soja e uma (sopa, cheia) de manteiga e esperei esquentar pra acrescentar uma colher (café, rasa) de açafrão, um caldo de galinha, uma colher (sobremesa) de açúcar e o milho cortado (necessariamente, nessa ordem). Mexi o tempo todo e não precisei acrescentar água. Se o milho não estivesse tão molinho, a água seria necessária (pouca e aos poucos), além de observar cozimento mais demorado. Experimentei e achei meio sem sal. Acrescentei meia colher (café) do meu tempero e o equivalente a uma colher (sopa) de cebola batidinha e cortada fininha, antes de desligar o fogo e considerar que está no ponto. Arroz branco novinho e milho verde assim fazem o par perfeito! Porque eu me amo e vivo pra ser feliz, acrescentar um bife mal passado e uma saladinha de tomate é uma prerrogativa que concretizo; pois sei que mereço alcançar aquele estágio de satisfação que mantém o sorriso no olhar, refletindo a alegria do coração...

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